Quarta-feira, Março 31, 2004

Barulho constante

Bem sei que por vezes para que as condições de vida melhorem existe um período de tempo que exige sacrifício, no entanto esse sacrifício tem forçosamente limites. Vem isto a propósito da construção da via rápida em Arcozelo. Realmente já várias pessoas se tinham queixado que os trabalhos eram levados até horas que ultrapassam o bom senso, mas confesso que pensei que seria um pouco exagerada a descrição. Erro meu porque pude constatar que na semana passada por toda a freguesia se podia ouvir e sentir até altas horas da noite ( às 3 horas da manha, para ser mais preciso, ainda as máquinas se faziam ouvir).
Penso que a essas horas o bom senso há muito que foi ultrapassado. Bem sei que a obra tem prazos, mas os cidadãos de Arcozelo tem direito ao descanso, porque se eu ouvi onde ouvi pergunto-me como é que as pessoas que moram junto da obra, e são bastantes, poderão descansar. Ao informar-me, declararam-me que isto tem sido uma constante. Assim sendo, não sei até que ponto esta situação não está ferida pelo princípio de proporcionalidade, mas isso deixo para os juristas. A verdade é que esta deveria ser revista e as autoridades deveriam exigir, isso mesmo, o respeito pelos cidadãos.

Quarta-feira, Março 24, 2004

Pedreiras



Não percebo a falta de acção por parte da Junta de Freguesia de Arcozelo e da Câmara Municipal em relação às pedreiras que tem sido notícia ultimamente. Dizem as notícias que a Serra de Antelas está a ser desbravada sem regra e sem qualquer pudor por uma pedreira. A ser verdade, e basta olhar para a dita serra e logo se chega a uma conclusão, é grave a situação, e aínda mais se agrava se a pedreira labuta sem as autorizações necessárias.
Caso exista autorização, as regras não estão a ser respeitadas, pois não se percebe como é possível dar autorização para a destruição pura e simples de uma serra. É de notar que já a acumulação de inertes vindos da mesma pedreira, na estrada nacional chamada das “pedras finas” foi durante anos causa de acidentes numa determinada curva sem que as ditas alguma vez fossem chamadas à responsabilidade.
Bem sei que o assunto das pedreiras é um assunto quase que tabu, não fossem elas e as empresas ligadas ao ramo a grande parte do ganha-pão das gentes da freguesia, o que significa para a nossa classe dirigente muitos votos, mas é preciso objectivos. Não se pode por um lado estar a defender o ambiente ao promover, e muito bem, a recuperação da Poça Grande e por outro lado, fechar os olhos às descargas em ribeiros de excedentes da extracção e transformação da pedra. Basta ver em certos dias o rio Labruja, quando este se encontra com o rio Lima, e logo se chega à conclusão que algo vai mal. A desculpa normal é que se trata do resultado da construção da nova via rápida, mas muito antes desta estar a ser construída em terras limianas já isto acontecia. Quanto a este assunto é de estranhar o silêncio das autoridades locais, das oposições e mesmo das associações ambientalistas, porquê o silêncio? É preferível intervir e por cobro a possíveis atentados ambientais do que depois nos queixarmos que a “serra de Antelas era tão bonita” ou “lembras-te quando podíamos tomar banho no ribeirinho?”.
Não basta fazer jardins ou "petrificar" a freguesia de Arcozelo com nichos e “santinhas” é necessário estratégias de desenvolvimento sustentável, bem como explicar às populações as opções tomadas e assumi-las como o garante de um futuro que se espera melhor.
Para já fica-se pela poda, ainda bem porque as árvores em causa não merecem acabar como parecia que iam acabar.

Sexta-feira, Março 19, 2004

O fim das arvores...

Quem se deslocar a Viana do Castelo por Lanheses pode ver que desde à um tempo para cá a política é cortar as arvores que ladeiam esta estrada. Já escrevi sobre este assunto basta ver mais abaixo. Deixo um poema já que nos aproximamos do dia da arvore

Poema das árvores

As árvores crescem sós. E a sós florescem.
Começam por ser nada. Pouco a pouco
Se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo...


António Gedeão, in Poemas Escolhidos


Terça-feira, Março 16, 2004

Parabéns à junta de Freguesia de Ponte de Lima


Parabéns a esta Junta porquê? Porque apesar das dificuldades de ser a Junta da freguesia capital do Concelho, demonstra capacidade criativa ao motivar para a vida uma faixa etária que cada vez mais ocupa relevo na nossa sociedade, os idosos. Além do passeio dos idosos que foi uma das primeiras impulsionadoras no concelho acaba de inaugurar uma exposição de trabalhos manuais realizado por idosos. Um exemplo de que a política e o poder é serviço aos cidadãos, assim algumas Juntas de freguesia olhassem para a de Ponte de Lima e seguissem o exemplo. Não basta esperar pela aproximação das eleições para se virarem para os cidadãos essa aproximação deverá ser feita ao longo de todo o mandato, não se esqueçam que as populações podem ser enganadas mas quando descobrem o logro são implacáveis e o as do Concelho de Ponte de Lima começam a despertar do longo período anestésico a que foi votada.

Segunda-feira, Março 15, 2004

A informação na Câmara Municipal de Ponte de Lima


Hoje em dia mais que em qualquer outra época da história a informação transmitida pelos os governantes é de primordial importância para as pessoas. Desde informação sobre os processos dos munícipes, até à informação de uma tomada de decisão por parte do poder tudo importa para o cidadão de hoje.
Saiu a público informação estatística sobre as valências culturais de Ponte de Lima. Números que parecem animadores e promissores, no entanto faltou à Câmara Municipal divulgar como procedeu à contagem, para que servirá esses dados estatísticos e se contribuirão para um apuramento das actividades culturais. O Edil deveria interligar essas valências, a biblioteca tal como foi projectada, e muito bem, é naturalmente um polo central. Dentro desta encontra o cidadão actividades desde o teatro, a pesquisa on-line, livros raros, etc. É crucial dado o manancial de actividades a interligação da biblioteca ao Arquivo, Teatro, Ludoteca, que já não o é, até mesmo ao Turismo. A interligação das valências ligadas à cultura é essencial para um melhor aproveitamento das mesmas. Por exemplo porque não poder comprar um bilhete para o teatro na biblioteca?, ou reservar um terminal de acesso à Internet para o espaço Internet (ex. ludoteca) no arquivo por enquanto se faz uma pesquisa? ou saber o horário do arquivo na biblioteca(já agora qual é?)?


Já há muitos anos existia comissões constituídas por membros da assembleia municipal que colaboravam com o debate de ideias para diversos assuntos, lembram-se da comissão do transito que apareceu em 1996 e no mesmo ano terminou? Não seria uma boa altura para reaparecerem, assim talvez não tivéssemos casos como o do PDM onde a falta de transparência foi notória e a informação aos munícipes foi quase nula. Uma comissão representativa de todos os grupos constituintes da Assembleia Municipal tornaria mais claro todo um processo que à falta de informação ao cidadão se torna algo obscuro.

Segunda-feira, Março 08, 2004

Uma deixa para a discussão dos transportes urbanos

Conforme o quadro de transferências de atribuições e competências para as autarquias locais ( Lei nº 159/99), no Artigo 18º (transportes e comunicações) diz o ponto 1 " É da competência dos órgãos municipais o planeamento, a gestão e a realização de investimentos nos seguintes domínios: a) Rede viária de âmbito municipal; b)Rede de transportes regulares urbanos; c) Rede de transportes regulares locais que desenvolvam exclusivamente na área do município;... etc."

Quarta-feira, Março 03, 2004

Transporte Público Urbano





Ponte de Lima e o sua zona urbana tem crescido ao longo dos últimos anos face a um diminuto investimento nas aldeias e de uma febre de construção desalmada na vila e seus arredores. As freguesias como Arcozelo, Correlhã, Feitosa, Ribeira ou mesmo Santa Comba, Brandara e Seara já fazem parte parcialmente ou totalmente da zona urbana de Ponte de Lima. Surge então um dilema, como responder às necessidades de deslocação desses cidadãos para a vila de Ponte de Lima e desta para casa? A política levada a cabo por este executivo Camarário aponta para a absorção no centro urbano, vila, dos carros particulares basta para isso ver o investimento em parques subterrâneos (notasse que para já temos dois e está em projecto a construção de outro) investimento esse que por vezes não tem o melhor dos resultados, se não, experimente sair à primeira do parque do mercado municipal.
É chegada a altura de implementar uma alternativa aos transportes particulares e essa alternativa passa por uma rede de transportes urbanos. A rede seria ideal se utiliza-se como podem ver aqui mini autocarros e se possível eléctricos, as vantagens seriam muitas passo a enunciar quatro:
1- Diminuição da pressão do trafego no centro histórico (boa noticia para a candidatura a património mundial...)
2- Maior rapidez de movimentos (vantagem para os idosos que se poderiam movimentar desde o largo de Camões até ao novo centro da Vila junto à escola secundária em maior rapidez e segurança)
3- Diminuição (eliminação?) do estacionamento no areal
4- Melhoria substancial da qualidade de vida dos cidadãos limianos

Estas seriam algumas das vantagens que vários Municípios já conhecem como é o caso de Almada, Mirandela, Santarém, Portalegre, Vila Real, Évora, Beja, etc.