Ponte de Lima tem um executivo camarário sem abertura de ideias, com uma falta de visão para a verdadeira política de desenvolvimento do concelho mas tem também uma falha, que podemos considerar fatal para a supressão desta situação que é a inexistência de uma oposição credível, com ideias para o concelho.
Realmente a oposição tem pautado, nos últimos 10 anos, por um quase total desaparecimento se excluímos, claro, as eleições autárquicas. Só nesta altura a oposição aparece, meia atabalhoada, tentando realizar listas para os diversos órgãos concelhios de forma grosseira, onde os interesses respeitados não são forçosamente os das populações, mas os dos caciques internos (sim ainda os há).
Um dos males da oposição é a da falta de ideias fixando todos os esforços apenas num rosto, que será apresentado como o iluminado, o benzido. Não se pense, no entanto, que este terá todo o partido com ele, não, a "cobrir-lhe as costas" terá, com certeza, aqueles que o empurraram. A estes basta que nos bastidores obscuros do partido controlem as "hostes" de forma a que estas não façam grande alarido e para isso jogam com interesses particulares ou não, fazem promessas que de ante mão sabem não poderem cumprir mas a ética não é para aqui chamada.
Dois exemplos de oposição (?), o do partido socialista e o do partido social democrata.
O primeiro tem vindo a apostar num certo indivíduo. É vê-lo, no caso ouvi-lo, na rádio em tudo o que diz respeito ao PS, o que nem é muito pois são raros esses momentos, é vê-lo como presidente ou porta voz ou responsável ou o que lhe quiserem intitular de uma associação de moradores da Labruja ou outro sitio qualquer (desde que apareça está bem), ou vê-lo na Assembleia Municipal onde por vezes consegue irritar o presidente da Câmara. No entanto nenhuma ideia para o concelho, nenhuma alternativa à política da Câmara. A política é ser populista e dizer mal porque o presidente da Câmara não é do PS e isso já é razão.
Já o caso do segundo, o PSD, parece que é mais complicado. Um observador mais atento à política limiana nota que, nos últimos dez anos este partido tem andado sem norte. Desde 1993 é o único que perdeu percentualmente, passando de uma diferença em relação ao CDS de 7 ou 8% para mais de 30% em 2001 em relação aos independentes. É por isso notável a falta de rumo, talvez porque não tem sabido escolher lideres que sejam competentes e que liderem um projecto e não a sua capelinha.
Ponte de Lima não suporta mais esta falta de ideias, esta falta de rumo quer por parte do executivo actual quer por parte daqueles que querem sê-lo no futuro.
Urge mudar de rumo.