Quinta-feira, Junho 30, 2005

O admirável miradouro de Ponte de Lima

Foi anunciado pelo vice-presidente da Câmara, o vereador Vítor Mendes, que o mais antigo jardim de Ponte de Lima ia ser alvo de revitalização. O mesmo vereador refere que o monte da Madalena não estava ao abandono, ao que parece o antigo orgulho limiano, apenas necessita de umas pequenas reestruturações que a Câmara Municipal irá prontamente realizar.
Bem-haja a iniciativa pois ninguém diria que de alguns anos para cá a Madalena não estava ao abandono, ou, talvez, relegada aos serviços mínimos. Assim recupere o esplendor de outrora, assim não seja engolida pela massa construtiva que já lhe aperta as entranhas.

Já agora Santo Ouvido não poderia ser sujeito ao mesmo tratamento?

Terça-feira, Junho 28, 2005

PS de Ponte de Lima

Ouvi hoje na Rádio Ondas do Lima que o PS irá organizar um fórum autárquico. Uma óptima ideia para começar o debate em torno dos problemas das terras limianas. Ouvia o presidente local, Montenegro Fiúza, que nos presenteava com as razões da realização do fórum quando nos "atira" com um orgulho prazenteiro que nesse fórum iriam estar presentes um ministro e um secretário de estado, tinha acabado por deitar tudo a perder!

Se a ideia do fórum é bem-vinda, já a ideia de intrometer pessoas que apenas por serem titulares de cargos públicos no governo, mas que nada tem que ver com Ponte de Lima, é péssima. Um fórum como esse é uma oportunidade para se debater os problemas de Ponte de Lima. Pelo que foi anunciado não o irá ser, dará lugar a mais uma apresentação de candidatura com algumas figuras que se dizem de índole nacional.

É pena.

Sábado, Junho 25, 2005

Vida política em Ponte de Lima

Como se pode conceber que haja candidatos à Câmara Municipal que, estando na oposição, não apresentem publicamente uma única ideia do que querem para Ponte de Lima? A resposta é invariavelmente negativa, realmente não se pode conceber. Parece que a oposição não quer ganhar as eleições. Por um lado é o PS moldado pelo seu presidente Fiúza a debitar generalidades, por outro temos um PSD moldado pelo seu presidente Trigueiro que surge como o ideal da ausência política e das banalidades.

Pelo que me suou, a Assembleia Municipal de Sexta passada, foi um exemplo crónico disso mesmo. O PS apresentou-se receoso pela governação(?) nacional, a defensiva parece ter sido tal que se chegou a perguntar onde estavam aqueles que se insurgiram tão veemente contra o aumento do IVA por Durão Barroso. No PSD o seu líder deu o exemplo de como se passa incólume numa Assembleia Municipal usando apenas lugares comuns. Surgiram verdadeiras dúvidas nos presentes se realmente estavam perante um líder de bancada, líder concelhio e que aspira a ser líder da Câmara Municipal.

Parece que ser líder do partido localmente satisfaz os anseios de muitos.

Quinta-feira, Junho 23, 2005

Ponte de Lima, breves

Sismos e fogos
Depois dos sismos do fim-de-semana, eis que nos deparamos com mais um problema, os fogos. Ontem os Bombeiros Voluntários não tiveram descanso, desde Arcozelo a S. Pedro foram vários os incêndios que sobressaltaram as populações que constantemente pediam auxilio.
Está visto que com a entrada do Verão começou uma época de incêndios da qual não se augura nada de bom.

S. João
Hoje é a noite de S. João, longe vão os tempos em que as pessoas do Arrabalde e arredores abrilhantavam a noite com marchas populares. Sobrou a Casa Pereira da Correlhã a abrilhantar a festa...

Ponte de Lima medieval

Ontem quem visitou a sede de Concelho pode verificar que a Avenida dos plátanos se encontrava bem iluminada para a feira que lá decorre. Espero que não tenha perdido a oportunidade de sentir como a vila sede do Concelho é bela sem a luz pública. Bastava para isso ir desde o mercado municipal ao Pinheiro e descer pela Lapa. Era escuro como breu...

Assembleia Municipal
Não se esqueçam que amanha é dia de Assembleia Municipal, é nesta assembleia que a Câmara irá propor a compra do terreno da Adega Cooperativa. Será que o terreno vale o valor que será apresentado? Assim haja discussão naquela assembleia, pelo menos para que os cidadãos limianos fiquem esclarecidos dos preços que devemos pedir pelos seus terrenos...

Quarta-feira, Junho 22, 2005

Ponte de Lima e o passado humano

Para quem anda atento às questões culturais do concelho, tem assistido nos últimos tempos ao lançamento de livros de e sobre figuras limianas de renome local, nacional e mesmo internacional. Estes livros, além de serem de extrema importância para quem gosta da história limiana, são sem dúvida, importantes para a identidade Histórico-cultural de todos os limianos.

Nas reedições e edições deste tipo de livros o mérito vai para a Câmara Municipal. Esta, realmente, tem feito algum esforço no sentido certo, no sentido da divulgação dos vultos limianos. Se critiquei a Feira do Livro, também afirmei que a visita apenas valia a pena precisamente por causa destes livros. Alguns já há muito se tinham esgotado e que com estas reedições de qualidade, qualquer limiano pode ter em casa e desfrutar nestas férias uma leitura que o vai deixar ainda mais orgulhoso de ser limiano.

Deveria, no entanto, este esforço da Câmara ser associado a algo mais. Em tempos ouvi alguém sugerir a criação de um espaço próprio que funcionasse num misto de museu e sala de exposições. Este espaço seria reservado aos "filhos ilustres" da terra, podendo o visitante não só ver os espólios bibliográficos mas também objectos pessoais, desde um chapéu até uma caneta?

Esta seria, com certeza, a melhor forma de mostrar aos nossos descendentes a nossa memória colectiva. Espaços não faltam, onde ouvi esta ideia penso que sugeria o edifício da Biblioteca. Não sei se é necessário, a não ser que se queira aproveitar para relançar a Biblioteca construindo-lhe um local de raiz, aproveitar o actual edifício da biblioteca para o dito espaço porque edifícios comprados ultimamente pela Câmara Municipal é coisa que não falta.

Haja vontade política.

Os festivais em Ponte de Lima

Numa altura que se fala no festival de jardins bem como no festival de música classica, aconselho um artigo da revista Urban Studies do mês de Maio da autoria de Bernadett Quinn com o título Arts Festivals and the City.

Deixo o sumário;

There has been a remarkable rise in the number of urban arts festivals in recent decades. The outcomes of cities? engagement with arts festivals, however, remain little understood, particularly in social and cultural terms. This article reviews existing literature on urban festivals and argues that city authorities tend to disregard the social value of festivals and to construe them simply as vehicles of economic generation or as ?quick fix? solutions to city image problems. While such an approach renders certain benefits, it is ultimately quite limiting.
If arts festivals are to achieve their undoubted potential in animating communities, celebrating diversity and improving quality of life, then they must be conceived of in a more holistic way by urban managers. Currently, the tasks of conceptualising the problems at issue and devising appropriate policies are hampered by the scarcity of empirical research conducted in the area.


Termino com uma citação:

Now it's festivals, festivals everywhere. Big ones, small ones, wild ones, silly ones, dutiful ones, pretentious ones, phony ones. Many have lost purpose and direction, not to mention individual profile. Place a potted plant near the box office, double the ticket prices and-whoopee-we have a festival
(Bernheimer, 2003).

Segunda-feira, Junho 20, 2005

A opinião dos leitores

Sou um limiano dos «sete costados», embora não resida actualmente nessa vila exponente e muito apreciada em cada local por onde passo.
É certo que muita coisa há, ainda, a fazer por essa terra - ainda «mergulhada» em mesquinhices e conservadorismos -, porém impõem-se dizer que não deixa de me transmitir orgulho sempre que me perguntam: "De onde és?".
E se muita coisa há ainda a fazer, outras há que me deixam particularmente triste... O que é feito desse clube histórico? Esse Limianos que num passado recente me deu - e nos deu (a todos os que gostam de Ponte de Lima) - tantas alegrias?
Será que Ponte de Lima, essa vila que todos apreciam, não seria digna e merecedora de um clube enquadrado com a actual realidade desse desporto que é o futebol?
Aqui há uns tempos ouvia dizer que em Ponte de Lima se gosta de tudo menos de futebol. Eu contraponho, dizendo: "não acredito nessa tese". Acredito sim que houve um certo divórcio do fenómeno Limianos, não do
futebol em si... Não me venham dizer que um verdadeiro limiano não gostaria de ver o seu clube deambular pelos escalão primodivisionário. Porque é que temos sempre de nos rever nos «outros» e não naquilo que temos em «Casa»?...
Acompanho com atenção os resultados do clube da minha terra - não tenho disponibilidade para assistir in loco, com muita pena minha -, mas vejo que tem havido um grande esforço para que o «histórico» não morra... E não
morreu por muito pouco. Não morreu porque, felizmente, em Ponte de Lima, ainda há pessoas que amam aquela colectividade... Há gente que ainda quer - com grande sacrifício e orgulho - preservar o futebol aos domingos à tarde. No entanto, infelizmente, ainda temos «espécies» de pessoas que apenas obstam a que aquela colectividade - a mais representativa do concelho - com mais de 50 anos de história progrida no tempo. Talvez pensem que a realidade do fenómeno desportivo seja apenas reservada a meia dúzia de clubes...
É com mágoa que vejo clubes vizinhos a evoluírem no tempo e, diga-se, em abono da verdade, com muito mérito... Por isso não quero terminar esta minha simples crónica com as mais sinceras felicitações à ADC Correlhã que demonstrou que, com humildade, devoção e muito trabalho se podem cometer feitos sem despender aquilo que hoje em dia falta: dinheiro...


Ricardo Rodrigues

Quinta-feira, Junho 16, 2005

Opiniões que se aplicam a Ponte de Lima

Quinta-feira é o dia de Luís Macedo e Sousa assinar uma coluna no Jornal de Negócios, hoje mesmo escreve sobre os desafios do emprego na agenda dos municípios que aconselho veemente a todos os candidatos a Outubro próximo a lerem. Deixo no entanto um extracto de outro artigo com o título Intérpretes da vida política local, onde retrata alguma da realidade que todos os que estão atentos à política limiana também constatam em Ponte de Lima.


(...) Para os líderes (partidários locais), a adesão de novos membros, do cidadão anónimo às figuras mais qualificadas, são momentos de particular felicidade que testemunham implicitamente o valor do trabalho desenvolvido e aparentam assegurar a perpetuação da espécie.
É neste momento que o aderente formaliza o contacto com as bases, mas se o entusiasmo for grande e a vontade de participar idem, dificilmente será bem sucedido se tal ocorrer fora dos períodos e actos eleitorais - terá então de fazer um compasso de espera, o mais provável é deparar-se, com as respectivas instalações fechadas, porque a militância deixou de existir fora daqueles ciclos (há uma similitude especulativa mas curiosa, entre as expectativas geradas no advento da democracia, sobre a participação dos cidadãos quer na vida pública quer na vida política local, e a realidade que se observa em ambas no tempo presente).
Poder-se-ia imaginar uma actividade continuada na formação política das bases, o desenho de um trajecto comum, distintivo, para a evolução de cada concelho, estratégias amadurecidas sobre uma mesma matriz política, mas nada de mais enganoso (tal como se vem verificando com os governos, quando muda um ministro mudam as políticas, ao sabor dos intérpretes).
Convenhamos que não é muito animadora a vida partidária local - problemas de instalações por vezes resolvidos de forma pouco ortodoxa, um sistema de financiamento/quotização que mal dá para as despesas correntes, e após as inevitáveis refregas dos processos de escolha de candidatos, eleitos os novos autarcas, nada de imaginar um acompanhamento regular e aberto do respectivo desempenho, pela generalidade dos militantes; a menos que surja uma crise ou disputa interna, tudo «decorrerá na paz do Senhor», até que a próxima Assembleia-geral promova o reencontro e suscite nova competição das almas dispersas. (...)

In Intérpretes da vida política local / Luís Macedo e Sousa.- Jornal de Negócios, 2 Junho 2005

Quarta-feira, Junho 15, 2005

Ponte de Lima, breves

Obrigado? Mas porquê?

O semanário Cardeal Saraiva agradece na sua capa a Sócrates, mas porquê? Pela fábrica prometida para produção de queijo que não existe? Talvez os trabalhadores da antiga fábrica da Lacto Lima também gostassem de "agradecer".



Campo do Cruzeiro


A Associação Cultural e Desportiva da Correlhã decide o seu futuro esta semana. Sobe ou não de divisão o Correlhã? Um dos pontos em debate será o do investimento para militar a divisão que conquistou. O campo de futebol do Cruzeiro é municipal, relvado, detentor de todos os requisitos que o campo da Boa Morte não tem. Porque não seguir o bom exemplo de Milão e o seu estádio San Siro onde dois clubes, Milan e o Inter, dividem o mesmo estádio. Esta seria uma solução que iria, com certeza, colmatar dificuldades financeiras para o actual melhor clube de futebol limiano. Seria também uma forma de melhor rentabilizar recursos e não se pense que era uma desonra para os Limianos pois se o Inter e Milão o fazem porque não o Limianos e o Correlhã?

Terça-feira, Junho 14, 2005

Festival de Ópera e Música Clássica de Ponte de Lima

Opera Faber


Festival de Música Clássica de Ponte de Lima Programa 2005



Sabado 9 Julho Concerto Aperitivo

Allison Cook, Ralf Simon,
Lachezar Lazarov & Stephen Higgins.
Introdução do festival abrilhantada com música, árias e vinho
Teatro Diogo Bernardes

Domingo 10 Julho Uma Viagem Musical à volta da Europa

Concerto de actividades infantis com instrumentistas da ONP.
Lagoas - Paisagem protegida

Quarta 13 Julho Concerto Operático

Henrike Jacob, Ralf Simon,
Kevin Greenlaw & Stephen Higgins.
Noite com duas sessões de árias operáticas e duetos num solar.
Casa de Sá

Sexta 15 Julho Concerto Barroco

Valerie Gabail, Ivan Ludlow & Herman Cuadrado.
Um programa com Cantatas seculares de Bach, Clérambault and Rameau.
Capela das Pereiras

Sabado 16 Julho Cenas Operáticas

Liliana Sofia Coelho, Inês Villadelprat, Allison Cook,
Miguel Leitão, Kevin Greenlaw & Stephen Higgins
Cenas representadas na varanda e escadaria da casa, vistas do jardim.
Incluindo obras de Mozart, Puccini e Bernstein.
Paço da Glória

Domingo 17 Julho Piquenique Musical

Selecção de músicas populares apresentadas por uma tuna local.
Avenida dos Plátanos

Terça 19 Julho Recital de Canto

Valerie Gabail, Allison Cook & Daniel Tong.
Noite de canto artístico.
Obras de Schumann, Debussy, Barber e Bernstein
Casa do Arnado

Quarta 20 Julho Música de Câmara - Instrumental

London Bridge Ensemble.
Obras de Beethoven, Suk and Schumann.
Villa Moraes

Sexta 22 Julho L?elisir d?amore

Uma representação semi-encenada com adereços e legendas, desta
espírituosa ópera de Donizetti.
Teatro Diogo Bernardes

Sabado 23 Julho Música de Câmara

London Bridge Ensemble.
Obras de by Haydn, Beethoven and Brahms.
Teatro Diogo Bernardes

Domingo 24 Julho L?elisir d?amore

Uma representação semi-encenada com adereços e legendas, desta
espírituosa ópera de Donizetti.
Teatro Diogo Bernardes



Veja a brochura deste ano aqui.

Segunda-feira, Junho 13, 2005

Ponte de Lima Breves

Ainda a Feira do Livro de Ponte de Lima II

O Vereador responsável pelo pelouro da Cultura veio a público defender a fórmula utilizada este ano na Feira do Livro. Defendia alegando o atingir de recordes de participação e de vendas. Ao ouvir isto surge logo algumas dúvidas;
Porque não foram divulgados dados comparativos relativos a outros anos? Como se procedeu ao levantamento dos dados deste ano? As pessoas que todas as noites passeiam pela Avenida dos Plátanos e que imperativamente tinham que passar pela "tenda" quantas vezes foram contabilizadas? Porque não se apresentou números concretos? Porque é que é difícil acreditar que uma "tenda" pequena com +/- 10 bancas no seu interior, onde estão expostos livros com alguns anos, tivesse mais adesão que uma Avenida dos Plátanos cheia de stands e de gente, onde era necessário esperar pela nossa vez para vermos os livros, onde era praticamente impossível, pela adesão, utilizar um computador, onde se podia adquirir verdadeiros livros antigos mas também as novidades e onde eram realizados colóquios com escritores, nomeadamente limianos, bem como animação musical?

A ideia de copiar a Feira do Livro de Ponte da Barca, deve ter saído de alguém que ou não teve em atenção a realidade da Feira do Livro limiana e o que ela significa para os limianos ou então não aposta verdadeiramente na Feira do Livro provavelmente porque espera que ela vá decaindo e que ninguém se lembre dela.

O primeiro passo foi dado com a realização bianual, terá sido o formato da Feira, deste ano, o segundo?


Festival de Ópera e Música Clássica.

Entre os dias 9 e 24 de Julho Ponte de Lima é, pela terceira vez, o palco escolhido para o Festival de Ópera e Música Clássica.
Nesta edição serão realizados dez concertos, um dos quais destinado ao público infantil logo no dia 10, nas Lagoas de Bertiandos, um Concerto Piquenique à beira rio, um Concerto de Música Barroca na Capela das Pereiras, um Recital de Canto na Casa do Arnado, Música de Câmara em Villa Moraes e Cenas Operáticas no Paço da Glória.
O Festival termina com a representação duma ópera cómica de Donizetti no Teatro Diogo Bernardes, no dia 24 de Julho.

Quinta-feira, Junho 09, 2005

Ainda a Feira do Livro de Ponte de Lima

A Feira do Livro de Valença

(...)A Feira do Livro de Valença abre hoje as portas, em frente à nova Biblioteca Municipal, com o concerto de Maria João e Mário Laginha. Até domingo não vai faltar cinema, música, animação de rua, novas tecnologias e, claro, muitos livros. O dia de amanhã, Dia de Portugal, é dedicado à vida e obra de Camões.(...)

(...) A feira contará com a presença de 30 editoras que estarão distribuídas por 16 stands e que apresentarão as mais recentes novidades editoriais nas mais diversas áreas.
Um CDTI - Centro de Desenvolvimento das Tecnologias da Informação Móvel proporcionará um ciberespaço, com 13 computadores, impressoras, scanner, televisores, vídeo-conferência, multimédia e realidade virtual. (...)


Feira do Livro de Ponte de Lima


(...) a Avenida dos Plátanos, em Ponte de Lima, enche-se de livros para todos os gostos, patentes na Feira do Livro de 2005, uma iniciativa da Câmara Municipal, em parceria com a Editora Ausência. (...)


In Correio do Minho

Realmente a nossa Feira do Livro já foi como a de Valença, agora é demonstrativa da ausência de sensibilidade do poder político. Será que o produto "Feira do Livro" está no fim da curva descendente? Se assim consideram os responsáveis políticos, não o fazem os limianos que todos os anos faziam questão de encher a Feira do Livro, até o momento em que a transformaram em mais uma Feira bianual sem meios para se expandir.
Com o surgimento de novos suportes paralelos ao livro, com a cada vez maior facilidade de obtenção de informação é imperioso uma feira do livro como a de Valença, onde se demonstra que as novas tecnologias casam em perfeição com o já antigo formato papel que é o livro.

Sexta-feira, Junho 03, 2005

Feira do Livro em Ponte de Lima

A desculpa foi a de que a Feira do Livro, este ano, era vocacionada para as crianças. Realmente a maioria dos livros são, realmente, para as crianças. No entanto esta desculpa não escamoteia o facto de a Feira do Livro ficar a anos luz de outras realizadas noutros anos.
Cabendo numa tenda, que me parece já ter sido usada noutras Feiras do Livro para colóquios e apresentações de livros, a Feira do Livro deste ano não apresenta o seu tradicional formato de stands. Dando o beneficio da dúvida face à nova disposição este desvanece ao percorrer as mesas com os livros. A maioria são refugos com alguns anos, a mesa destinada ao alfarrabistas mais parece uma mesa de velharias quase sem utilidade. Nem uma saca com as armas de Ponte de Lima tem, quem comprar algum livro, aconselho os que tem por tema Ponte de Lima, leva uma de outra localidade qualquer alusiva a outro evento desse mesmo local.
Para quem gosta das feiras do livro, para quem se habituou a um determinado tipo de formato, este é sem dúvida o pior ano da Feira do Livro de Ponte de Lima.
Realmente como dizia o vereador responsável é um exemplo daquilo que a Câmara Municipal tem feito em prol da cultura e da divulgação do livro.

Quinta-feira, Junho 02, 2005

Lagoas de Bertiandos - Quem são os responsáveis?

Com a visita do primeiro-ministro às Lagoas de Bertiandos recupero parte de um texto que escrevi anteriormente;

?Arranjando por todos os meios argumentos abonatórios ao então candidato e actual primeiro-ministro indigitado, José Sócrates, apontando-o inclusive como o pai da zona protegida da Lagoa de Bertiandos. Esta filiação apressada da dita lagoa é, além de abusiva, falsa. Muitos foram os que há muitos anos investigaram e lutaram por esta ser o que é. Não se pode dar a paternidade apenas à pessoa que deu o dinheiro, a ser feita terá que ser a quem fez os estudos ao longo de mais de 30 anos e que esteve na base de todos os estudos feitos posteriormente, uma dessas pessoas foi e é o Dr. António Mário Leitão?


Parece-me que não se pode perder a memória e para os mais esquecidos basta uma visita à Biblioteca Municipal para que a sua memória seja reavivada com os Anuários das Feiras Novas ou noutras publicações regionais.

Quarta-feira, Junho 01, 2005

Ponte de Lima - Actividades na Avenida dos Plátanos

Feira do Livro, Vinho Verde e Produtos Regionais e Artesanato

O mês de Junho é o mês dedicado às Feiras Específicas, nomeadamente Feira do Livro, Feira do Vinho Verde e Produtos Regionais e Feira do Artesanato.

Com responsabilidade directa de três entidades - Município de Ponte de Lima, Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Ponte de Lima e Associação de Artesãos de Ponte de Lima - teremos a Avenida dos Plátanos preenchida com actividades relacionadas com o Livro, o Vinho Verde, os Produtos Regionais o Artesanato, bem como animação cultural.

In Agenda Cultural da Câmara Municipal de Ponte de Lima

Hoje começa a Feira do Livro que os responsáveis dizem mais vocacionada para as crianças