Quase todos os partidos, cientes da importância do concelho de Ponte de Lima, integram nas suas listas candidatos limianos. Porque é importante e interessante saber o que pensam os limianos candidatos à Assembleia da República foram enviadas as seguintes três perguntas aos primeiros limianos de cada lista.
1 – O que o/a fez aceitar integrar uma lista de candidatos a deputados pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo?
2 – Como vê a actual situação no país e particularmente no distrito de Viana do Castelo (desemprego, introdução de portagens, etc.)?
3 – Qual a mensagem que quer deixar aos alto-minhotos?
Eis as respostas, por ordem de chegada, que amavelmente nos enviaram…
1 – O que o/a fez aceitar integrar uma lista de candidatos a deputados pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo?
Manuel Trigueiro – PSD: A intervenção cívica, a defesa da nação e da minha região.
Abel Baptista – CDS: Se há alturas em que devemos estar disponíveis para o serviço público este é um deles, considerando a situação social, política, económica e financeira que o país atravessa e que classifico de muito grave. Desde há 6 anos que sou Deputado pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo e, modéstia à parte, tenho tentado ser a voz dos Alto Minhotos e neste momento de dificuldades os Vianenses precisam, mais do que nunca, que os seus Deputados os saibam ouvir e os saibam defender e por isso volto a dar a cara por eles, sabendo que a tarefa é de ainda maior dedicação e empenho porém não viro a cara à luta.
Sandra Fernandes - CDU: Aceitei fazer parte da Lista da CDU pois o país e a região atravessam uma das maiores, se não a maior, crise desde o 25 de Abril, resultante de 35 anos de politicas erradas postas em pratica pelo PS, PSD e CDS. Porque sei que os partidos não são todos iguais aceitei, fazer parte das listas da CDU pela coerência que tem tido ao longo dos anos bem como das propostas alternativas que têm para o distrito e para o país mas acima de tudo para fazer a diferença e contribuir para o desenvolvimento positivo do nosso distrito.
Jorge Silva - PS: Essencialmente, por três razões. A primeira é que, na condição de Militante do Partido Socialista tenho o dever e o direito de estar sempre disponível para as diferentes acções do Partido, neste caso particular, de estar disponível para desempenhar as funções ou os cargos que me forem confiados, interna ou externamente. Em segundo lugar, apesar de todo e qualquer Deputado representar o País e não o Círculo Eleitoral por onde é eleito, não significa ter respeito e consideração pelo Povo e pelo Distrito que o elegeu. Assim, considero que poder representar o Concelho e o Distrito de Viana do Castelo e poder contribuir com a minha experiência e conhecimento para ajudar a resolver os problemas das populações da Região é, não só uma honra, como também, uma possibilidade e um dever que nenhum Cidadão pode enjeitar. Em terceiro lugar, desde muito jovem me entusiasmou a ideia de servir a Comunidade. Esta razão, associada à formação adquirida ao longo dos tempos, fez com que desde há muitos anos, continue a estar ligado ao movimento associativo e político, acção que desenvolvo com a maior satisfação. Por todas as razões expressas considero ser um privilegiado, ter a oportunidade de mais uma vez poder defender os ideais e os valores democráticos do Partido Socialista e pugnar pelos interesses de Portugal.
José Aníbal Marinho - MPT: Aceitar ser candidato a Deputado pelo MPT – Partido da Terra – que não tem os meios financeiros necessários para efectuar uma campanha de igual para igual com os grandes partidos do poder (o orçamento para o Círculo Eleitoral de Viana do Castelo que cada um deles tem deverá ser superior ao que existe a nível nacional para o MPT), nem o apoio de grupos económicos, é uma ousadia.
Mas a candidatura do MPT é também necessária para pôr fim ao sistema político fechado e de privilégios, corrupto e apodrecido em que vivemos, para lutar contra o facto de só serem eleitos os candidatos dos partidos do poder que são os verdadeiros responsáveis pela situação em que estamos.
É sobretudo indispensável a candidatura do MPT para dar voz aos que não têm voz, para chamar a atenção para as leis e políticas injustas, para fazer o que é preciso, sem medo e com rectidão.
2 – Como vê a actual situação no país e particularmente no distrito de Viana do Castelo (desemprego, introdução de portagens, etc.)?
Manuel Trigueiro – PSD: Vejo com grande preocupação, sendo o desemprego na nossa região o reflexo da política de abandono a que a região tem sido votada pelos agentes políticos nos últimos anos.
Abel Baptista - CDS: A situação do país é muito difícil. O Partido Socialista, nos últimos 6 anos, mais do que duplicou a nossa divida pública que passou de 82 000 000 0000 € para mais de 172 000 000 000€, o desemprego passou de 6,6%, para 11,2% (mais de 600 000 desempregados), a incapacidade de gestão é por demais evidente, por exemplo nos apoios á agricultura, onde o PRODER não é aplicado e corremos riscos de devolver verbas á UE que tanto eram necessárias ao país, os impostos aumentaram, mas a despesa não diminuiu, as taxas subiram mas os serviços não melhoram, veja-se o (mau) exemplo das listas de espera por cirurgias e outros tratamentos hospitalares, a educação esteve em convulsão permanente com prejuízo para alunos, famílias e professores e daí não resultou beneficio para ninguém.
Mas se tudo isto é verdade para o país, é ainda mais grave para o caso do distrito de Viana do Castelo onde nos últimos anos se verificou o fecho de várias empresas, sem haver por parte do Governo qualquer tentativa de encontrar alternativas, encerraram serviços de saúde (serviços de atendimento permanente de Arcos de Valdevez, Paredes de Coura, Valença e Melgaço) com prejuízos para a saúde e bem-estar das populações, introduziram portagens na A28, antes de o fazer noutras auto-estradas do país, discriminado assim negativamente este distrito. o PS no Governo falhou em várias promessas que fez ao distrito. Onde está o acesso rodoviário ao porto de mar de Viana do Castelo? Onde estão acesso da A3 á vila de Paredes de Coura? Como, quando e de que forma foi feita a modernização da linha do Minho entre Nine e Valença? Sabemos que os próximos tempos são de dificuldades, mas lutarei para que os próximos governantes tenham uma atenção diferente para os cidadãos deste distrito e terei tanta mais autoridade para o exigir quanto mais força eleitoral tiver.
Sandra Fernandes - CDU: Como já disse o país e a região atravessam a maior crise desde o 25 de Abril, uma crise que têm responsáveis, responsáveis esses que agravaram o custo de vida dos portugueses, aumentaram os preços dos bens e serviços essenciais, desmantelaram o sistema produtivo, desregulamentaram os direitos laborais, o que atinge tão severamente as gerações mais jovens com os cada vez mais baixos salários, o aumento dos recibos verdes e o aumento exponencial do desemprego, a falência compulsiva das pequenas e médias empresas, o aumento e agravamento da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho e pensões, o aumento e surgimento de novas formas de pobreza, as prestações sociais como o abono de família, subsídio de desemprego, bolsas de estudo a diminuírem de valor ou a serem retiradas, o ataque e destruição dos serviços públicos que garantem a Educação, Saúde e Justiça.
Hoje vivemos num distrito que tens mais de 12 mil desempregados, onde nos 2 últimos anos encerram mais de 100 empresas num distrito que apresenta um os maiores índices de pobreza do pais e uma das menores taxas de desenvolvimento. Como se não basta-se o PS e o PSD, com o silêncio do CDS, introduziram portagem na A28 e querem introduzir na A27, o que nada de bom trás para o Alto-Minho. Precisamos de uma efetiva mudança de rumo na política nacional que não pode ter como solução as mesmas “receitas” e os mesmos três intervenientes que nos trouxeram para o “fundo do buraco”.
Jorge Silva - PS: Esta pergunta encerra uma série de problemáticas, relativamente às quais se torna difícil dar uma resposta sintética. O Distrito de Viana do Castelo, à semelhança do País, ainda enferma de diversos problemas de desenvolvimento. Temos de nos consciencializar que somos um pequeno País e uma pequena Região, que continua muito dependente do exterior em diversos sectores de actividade. Portanto, desde já e à partida, teremos de mudar a nossa atitude face às realidades circundantes, unindo esforços para valorizar as parcas riquezas ou recursos existentes, a não ser os Recursos Humanos, Ambientais / Paisagísticos e Culturais que constituem uma mais valia que deverá ser devidamente explorada. Neste sentido, em especial, ao nível da Comunidade Intermunicipal Minho-Lima deverão ser postas em prática políticas de desenvolvimento sustentável, procurando os incentivos postos à nossa disposição que permitirão desenvolver um trabalho de parceria de dimensão regional e com capacidade competitiva com o exterior. Felizmente, na presente semana, o INE – Instituto Nacional de Estatística publicou o último estudo relativo ao “Índice Sintético de Desenvolvimento Regional” (competitividade, coesão e qualidade ambiental) referente ao ano 2008, em que confirma que a Região Minho-Lima foi uma das três num conjunto de trinta sub-regiões, a superar a média nacional (Grande Lisboa, Pinhal Litoral e Minho-Lima). Estes indicadores resultam dos investimentos da Administração Central e também do trabalho conjunto das Autarquias do Distrito ao longo dos últimos anos. Aliás a CIM do Alto-Minho vai ser a primeira a beneficiar da chamada “Bolsa de Mérito” criada para premiar as comunidades intermunicipais que têm tido melhor desempenho ao nível da execução das candidaturas QREN. Mas como é óbvio, nem tudo está bem e muito faz falta realizar. Está nas nossas mãos este desiderato. Infelizmente, a Taxa de Desemprego em Portugal e em muitos países europeus, têm vindo a agravar-se, em virtude da actual Crise económica e financeira mundial, com consequências gravosas em Portugal. Neste momento esta taxa média de desemprego a nível nacional situa-se nos 11,2%. A título de exemplo, em Espanha situa-se nos 21,0%.No Norte de Portugal situa-se nos 13,2%, em que, por exemplo em Melgaço é de 2,8% e em Ponte de Lima cerca de 9,0%. Esta taxa afecta sobretudo os jovens menores 25 anos detentores de habilitações superiores. Por tudo isto devemos continuar fazer esforços no sentido de alterar esta situação, pelo que, todas as medidas tendentes a combater o desemprego são bem vindas. Devemos pugnar pelo efectivo desenvolvimento industrial, proporcionando as melhores condições para tornar possível a criação de postos de trabalho, promover iniciativas de criação do próprio emprego, melhorar a gestão das empresas e instituições, incrementar a realização de estágios profissionais remunerados, requalificar jovens qualificados de baixa empregabilidade, criar incentivos para as empresas exportadoras, etc. Nesta importante área da economia regional muito há para fazer, porém e acima de tudo, devemos mudar a nossa atitude face à nossa realidade. Devemos congregar esforços para defender o que é nosso, para entrarmos em novos mercados, para desenvolver a Região. No tocante, à questão da “introdução de portagens nas SCUT”, a posição do Partido Socialista, desde o Congresso Distrital realizado em Ponte de Lima, em 2008, foi sempre clara e sem ambiguidades. Os princípios definidos para a respectiva introdução deveriam ser respeitados. Assim, os critérios pré estabelecidos não permitiam que o Distrito de Viana do Castelo fosse contemplado com esta medida. Por isso consideramos uma medida injusta e lesiva para a Região. Neste capítulo, consideramos que a posição assumida pelo PSD ao aprovar a generalização desta medida a todo o País, acabou por prejudicar o objectivo inicial. Contudo, as medidas de discriminação positiva, com isenções para os habitantes e empresas locais, aprovadas pelo Governo Socialista, de algum modo, ajuda a minimizar as consequências negativas na Economia Regional.
José Aníbal Marinho - MPT: Com a situação do desemprego em Portugal, e em particular em Viana do Castelo, a agravar-se continuamente, as previsões para o futuro não são as mais animadoras.
Em Portugal e no nosso distrito há, em pleno século XXI, mulheres com salários em média, mais baixos do que os salários dos homens - daí a necessidade de existir uma verdadeira equidade salarial.
Também porque os actuais responsáveis políticos do alto-minho nada ou muito pouco fizeram para impedir a cobrança de portagens, levada a cabo pelo governo PS, com o apoio do PSD (o alegado princípio da igualdade como se fossemos, de facto, todos iguais…) restará aos cidadãos escolher outros representantes e, se necessário for, o recurso à desobediência civil.
São preocupações do MPT a terra e o mar que são bens comuns, que devem ser preservados por todos, perpetuando-se o seu equilíbrio com o Homem. Por isso torna-se necessário sensibilizar e mobilizar a sociedade para a sua importância, promover a economia sustentável do meio rural e do mar que, por culpa dos nossos governantes e más infames políticas adoptadas, se vem degradando.
Apesar do tom negativo de todos os discursos os candidatos do MPT acreditam que é possível a Portugal e ao Alto Minho, em particular, inverter as coisas e caminhar para um futuro melhor.
Mas para isso é preciso dizer a verdade, ser honesto, e estar realmente empenhado em levar em frente as medidas indispensáveis para equilibrar as contas públicas e fomentar o crescimento económico sem penalizar sempre os mesmos e sem beneficiar apenas meia dúzia.
3 – Qual a mensagem que quer deixar aos alto-minhotos?
Manuel Trigueiro - PSD: Que a sua participação no acto eleitoral é não só necessária como fundamental. Só assim poderemos responsabilizar aqueles que são eleitos e o seu compromisso com a região. Que votem para decidir pela mudança.
Abel Baptista - CDS: Uma mensagem de confiança, sempre ouvi dizer que se nós não defendemos a nossa casa, não vai ser o vizinho ou um estranho a fazê-lo. Sou, como sabem, o único candidato (dos partidos que elegem no distrito) que é natural e residente neste mesmo distrito, conheço as dificuldades, as angustias, as esperanças, as potencialidades e as oportunidades que a região tem, sou um par inter-pares, as pessoas conhecem-me e encontram-me na rua, sabem que presto contas do meu trabalho e que dou a cara e voz pelos meus concidadãos, por isso espero contar com o seu apoio.
Sandra Fernandes - CDU: Como mensagem a todos o alto-minhotos gostaria de dizer que o país não está condenado a ter de escolher entre a perpetuação de PS e PSD no poder ou o já anunciado governo que unindo PS, PSD e CDS continue a enterrar o país e a vida dos portugueses. O Distrito vais eleger no próximo dia 5 de Junho seis deputados para a Assembleia da Republica, seis deputados que nos vão representar a todos e onde nas últimas eleições a CDU não elegeu nenhum. Assim sendo gostaria de deixar o desafio de nas próximas eleições o povo do Alto-Minho vote na CDU para podermos ter pelo menos um deputado que não vai ser apenas mais um. Se o povo assim entender irá ser uma voz activa na defesa dos problemas do nosso distrito e do País.
Jorge Silva - PS: A principal mensagem que gostaria de deixar aos Eleitores do Distrito de Viana do Castelo é uma palavra de esperança e de confiança. Optimismo, realismo e vontade de enfrentar o futuro sem qualquer tipo de complexos é essencial para obtermos as conquistas desejadas. Nesta perspectiva, a equipa de Candidatos apresentada pelo Partido Socialista para as Eleições Legislativas para o Distrito de Viana do Castelo, da qual me honro de pertencer, é constituída por um misto de Mulheres e Homens, mais jovens e menos jovens, de áreas multifacetadas e de experiências diversificadas, com excelentes provas dadas em diversos domínios de actividade, representativas de todo o Distrito, lideradas por um político jovem e muito competente, Fernando Medina, personalidade que não sendo oriundo do Distrito, a Região muito deve, pois, como comprovam todos Presidentes das Câmaras Municipais do Distrito, Fernando Medina, enquanto Secretário de Estado do Desenvolvimento Económico, deu todo o apoio a estas Entidades para que as candidaturas apresentadas por Instituições e Autarquias do Distrito de Viana do Castelo pudessem obter o êxito que obtiveram, contribuindo de uma forma inigualável para o desenvolvimento actual da Região. Pelas razões apontadas, considero que o eleitorado deverá continuar a dar a sua confiança e apoio ao Partido Socialista, pois, certamente, não se desiludirá, porque continuaremos a pugnar pelos verdadeiros interesses do Alto-Minho e de Portugal. Em 5 de Junho contamos convosco.
José Aníbal Marinho - MPT: O Partido da Terra assume-se antes de mais como um partido ecologista, tendo por base o humanismo e a solidariedade.
Defendemos a igualdade de condições e de dignidade para todos os alto-minhotos e assumimos como alicerce da nossa acção política a defesa da Terra e o Eco-desenvolvimento como um novo modelo de desenvolvimento sustentável, participado pelas comunidades naturais e pelos cidadãos.
Por isso temos uma mensagem de esperança para o futuro que não se avizinha nada fácil. Assim, propomos uma reforma política, que conduza ao aprofundamento da democracia, pois os políticos, na sua grande maioria, acomodaram-se às estruturas existentes, pelo que é chegada a hora de reafirmar que a Política é a única arma que os portugueses dispõem para mudar as coisas e que abdicar dela significa sujeitar-se aos que beneficiam e engrandecem com a nossa apatia. O voto é pois um verdadeiro instrumento de transformação social, e só através deste direito constitucionalmente consagrado é que podemos eleger aquelas pessoas que se comprometam verdadeiramente com os cidadãos.
NOTA: Embora se tenha contactado o PPM através de email ainda não recebemos qualquer resposta.